Tenho um sobrinho anos que mora em uma chácarra. Quando ele tinha uns 4 anos, todos os dias ele brincava com o coelho que ficava solto pela chácarra. Este coelho ganhou sua liberdade após cansar o caseiro de tanto fugir do cercadinho.
Muitas vezes o coelho ficava esperando meu sobrinho na porta da casa para poderem brincar e agente só escutava ele gritando: "Vou brincar com o coelho", e saia correndo. Eles brincavam de pique-pega. O coelho saia na frente e meu sobrinho atrás. O coelho dava até umas paradinhas para o meu sobrinho alcança-lo e de vez em quando até deixava ser pego pelas orelhas.
Um dia o coelho sumiu. Perguntei a ele sobre o paradeiro do coelho e ele me disse com naturalidade: "Acho que os cachorros mataram ele".
Não sei se quando ficar mais velho, ele vai se lembrar do coelho. Espero que sim.
segunda-feira, agosto 29, 2005
sexta-feira, agosto 26, 2005
Centavo
Vamos imaginar o seguinte quadro: em uma calçada mais ou menos movimentada encontra-se uma moeda de um centavo no chão. Agora vamos imaginar o comportamento das pessoas que passam pela calçada. Basicamente são 3 grupos: as que nem percebem, as que ao notarem o seu valor nem se dão ao trabalho pegar e as que pegam felizes da vida.
As pessoas que pegam a moeda de 1 centavo normalmente argumentam que de grão em grão que a galinha enche o papo.Realmente faz bastante sentido. Bem, admito que figuro entre os 2 primeiros grupos, mas quero deixar bem claro que acho o dinheiro bastante importante e a partir de 5 centavos eu tô abaixando para pegar, agora um centavo não.
Acho que com as mulheres é a mesma coisa. Não vale apena pegar uma mulher que vale 1 centavo no chão. Nem juntando 100 mulheres para dar 1 real. Prefiro trabalhar pra ganhar esse 1 real do que aguentar ou lembrar de 100 moedinhas.
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